O Céu é Para Mim?

O Céu é Para Mim?

Muitas pessoas desejam ir para o céu. Mas, acredite, algumas não têm nenhum interesse. Em qualquer dos casos há sempre uma compreensão distorcida acerca de como alguém vai para o céu e o que de fato é o céu.

Geralmente existe um conflito em algumas pessoas que desejam ir para o céu, pois sabem que são imperfeitas e indignas de tão grande favor. Elas apenas aguardam o dia final para saber quem irá ou não entrar no prazer celestial. Outras pessoa acreditam piamente que chegarão lá se se esforçarem o suficiente, forem boas o bastante, fizerem “caridade” etc. Elas realmente creem que é isso que salva as pessoas e estão firmemente empenhadas em construir um patrimônio celestial com suas obras caridosas. E, há também, pessoas que não dão a mínima para esse conceito, já que não se consideram adeptas do ensino judaico-cristão sobre a vida após a morte. Para elas o que importa é aqui, e tudo acaba aqui. Mas se essas formas de pensamento forem todas verdadeiras nenhuma é verdadeira, pois uma anula a outra. Então, como alguém pode ter certeza de que o céu é possível?

Quem vai entrar no céu?

Em primeiro lugar, para a maioria das pessoas o céu é o lugar para onde somente as pessoas “boazinhas” e santas irão entrar. De certa forma, isso não está totalmente incorreto. Porém, é completamente absurda a ideia de que somente quem possui méritos neste mundo adentrará os portões celestiais. Deus seria injusto se permitisse que o pós-morte fosse apenas uma versão infinita do que já acontece nesta vida. Somente quem fizesse parte de uma elite divinamente sancionada teria acesso ao privilegiado Paraíso. Certamente, seriam poucos.

Devemos estar cientes de que o Paraíso é uma realidade essencialmente característica da mensagem cristã. Por isso, é de Cristo que entenderemos verdadeiramente quem e como alguém pode herdar a vida eterna, isto é, o céu.

Jesus Cristo ensinou extensivamente sobre o céu. Mas muito ao contrário do que a casta religiosa de sua nação esperava, Jesus não chamou os santos e os perfeitos, ele chamou pecadores e imperfeitos:

E sucedeu que, estando ele em casa, à mesa, muitos publicanos e pecadores vieram e tomaram lugares com Jesus e seus discípulos. Ora, vendo isto, os fariseus perguntavam aos discípulos: Por que come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores? Mas Jesus, ouvindo, disse: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos; pois não vim chamar justos, e sim pecadores ao arrependimento (Mateus 9:10-13, grifo meu).

Sim, essa é a verdade fundamental acerca do céu: que os chamados para herdá-lo são os que nada podem fazer de si mesmos que os faça dignos de entrarem no desfrute celestial. Os religiosos e “justos” não compreendem isso precisamente por acharem que só entra no céu quem o merece por seus esforços pessoais e nascimento terreno privilegiado. Jesus explica exatamente o contrário, ninguém entrará no céu por mérito, obra ou religião alguma. Tudo começa pelo ouvir o chamado e responder a ele. Os “justos” desdenharão o chamado, pois para eles não há donque se arrepender. Mas os pecadores, aqueles que sabem que precisam de uma mudança em si mesmos, estes são chamados, ouvem e respondem.

Jesus também ensinou que há uma espécie de subversão de realidades ao descortinar o estado daqueles que adentram o mundo dos mortos. Isso está em Lucas 16.19-31. Nesta passagem, Jesus explicita que no mundo por vir as realidades serão inversamente recompensadas a partir do modo como as pessoas foram privilegiadas nesta vida. Isto é, ele contrasta o homem rico e indiferente que tinha tudo o que queria com o mendigo Lázaro, que apenas tinha cães de rua lambendo suas feridas e cuja vida era cercada de miséria. As pessoas de sua época acreditavam que o rico iria para o céu, pois o entendimento geral era que ele fosse uma pessoa abençoada por Deus, enquanto Lázaro, amaldiçoado. Jesus revela que, no porvir, o rico ouvirá que tudo ele já havia recebido em vida, portanto, não havia mais lugar para ele no céu. Tudo que seu mérito pessoal alcançou foram apenas benesses passageiras, mesmo que abençoadas por Deus. Lázaro, por outro lado, estava calmo e consolado, desfrutando de todo bem eterno que, em vida, lhe havia sido negado, até mesmo as migalhas que caíam da mesa do rico.

Então você poderia concluir: logo, os ricos vão para o inferno e os pobres irão para o céu. Bem, há realmente uma justiça retributiva de Deus que estabelece uma compensação por todas as benesses recebidas e por todos os males sofridos neste mundo. O rico, como várias vezes Jesus advertiu, dificilmente entrará no reino dos céus. Por quê? Porque confiam na própria riqueza e no que as suas mãos construíram. Porém, Jesus não disse que era impossível, e sim difícil. Mas os impossíveis paranos homens são possíveis para Deus. Zaqueu foi uma dessas exceções.

No entanto, o que aprendemos desse ensino de Jesus é que o reino dos céus será herdado por todos aqueles que dependem inteiramente de Deus, não os que supostamente não precisam. Esse é o ponto.

Este é o mesmo ensino sobre os humildes de espírito, sobre os pecadores e publicanos que não merecem o céu, porém dependem da graça de Deus e serão herdeiros de seu reino. O céu é para pecadores, pessoas que estão em eterna dívida com Deus e é Jesus quem torna possível esse acesso. Por que Jesus é tão importante nisso?

O que é o céu?

“Respondeu-lhe Jesus: ‘Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim’” (João 14.6). Jesus explica que ele é o caminho, e, portanto, o céu não é fundamentalmente um lugar, nem uma conquista humana, mas uma Pessoa. Essa Pessoa é Deus, o Pai, e ele está plenamente em Jesus. A implicação disso tudo é: No dia do julgamento final, na hora em que as obras e os méritos humanos forem ser pesados, um por um, Jesus será o fiel da balança para os que dependeram dele para sua salvação. Dessa forma, serão justificados com base na obra e méritos de Jesus, não em seus próprios feitos. Pois ninguém será justificado por obras próprias porque todos pecaram e, pprtanto, foram esvaziados dos méritos de Deus. Esses méritos, também chamado glória na Bíblia, são atribuídos aos que creem unicamente em Jesus. Na verdade, o própria Deus passa a viver neles, como Jesus disse que o Pai e o Filho fariam morada naqueles que cressem nele. Essa habitação divina que nos salva, justifica, ilumina, perdoa, santifica e sela é o Espírito Santo.

Quando veio ao mundo, o Senhor ensinou muitas vezes sobre a verdade do céu vindo aos homens, estando entre eles. Seu nome profético significa isso, Emanuel, “Deus conosco” (Mt 1.23).

Podemos dizer de maneira bem mais direta e explícita: Jesus Cristo é o céu! É através dele que temos acesso à presença de Deus. Essa é a obra que Jesus veio consumar: Deus habitando em nós, fazendo dessa habitação um estado de espírito santificado. Nenhum ser humano entrará na presença de Deus por seus próprios méritos ou boas ações. Isso é o que diferencia o Evangelho, a mensagem de Cristo, de todas as religiões (até mesmo vertentes do cristianismo): O céu é recebido de graça!

O Preço do Céu

De acordo com os padrões humanos você poderia questionar: “se é de graça, alguém pagou a conta.” E: “se é de graça, qualquer um entra”.

A resposta para aprimeira pergunta é: sim. Jesus pagou a conta. Nada nesta existência é inteiramente de graça. Sempre que recebemos algo de graça é porque alguém teve que pagar o preço. Para que a graça do céu alcançasse pecadores como todos nós (Rm 3.23), Jesus teve de pagar um preço caro (Rm 6.23). Ele viveu uma vida de santidade e justiça integralmente, jamais transgrediu um só mandamento, jamais subiu a sua mente qualquer pensamento ou intenção pecaminosa ou injusta. Ele obedeceu a Deus em tudo e jamais pecou. Por isso ele mereceu o céu. Sim, somente Jesus merece o céu.

Mas Deus resolveu conceder este dom gratuitamente a todos aqueles que creem em Jesus. Deus, por causa de Jesus, e não de nós, atribui sua perfeição a nós. Quanto ao segundo questionamento: não, nem todos entrarão no reino dos céus, mesmo sendo gratuito. Ppr essa porta estreitíssima só passam as pessoas que reconhecem sua falência espiritual, que admitem não serem bons o suficiente para herdar o céu. A Escritura chama esse reconhecimento e aceitação de arrependimento e novo nascimento (conversão).

Portanto, sim, o céu não é para pessoas que se julgam perfeitas e santas, ele é para pessoas que sabem não merecer nada e que Jesus mereceu tudo. O céu é o caminho de acesso a Deus que somente se dá através da perfeição de caráter e santidade de Jesus Cristo sendo atribuída e formada em nós pela.operação do Espírito Santo, o Espírito de Jesus. Por causa desse Espírito que nos é outorgado e habita em nós (Gálatas 4.6) temos acesso ao Pai e somos feitos filhos de Deus, sendo transformados à própria imagem e semelhança do Filho de Deus.

Talvez seja algo novo para você saber que o céu é para pecadores que se arrependem e creem em Jesus. Mas as implicações são boas novas realmente boas.

Ninguém, por mais imperfeito que seja, está excluído do reino de Deus. Jesus veio chamar exatamente pecadores para serem salvos. Mas não se engane, o chamado é para confiar nele.

E ninguém, por melhor ou mais piedoso (religioso) que seja pode garantir que seus esforços o farão merecer o reino dos céus. Nenhum de nós, por si mesmo, pode entrar. O Salmo 24 explicita que o único puro de mãos e de coração que adentrou os portais eternos foi o Senhor Jesus. E é por meio dele somente que temos esse acesso (leia também Ap 5.3-4). Deus opera essa passagem de forma diferente e individual com cada ser humano, mesmo com aqueles que nunca ouviram falar de Jesus.

Sendo assim, o céu é para você, assim como é para todos. Mas nem todos desejam o céu nas condições necessárias que Deus propôs através de Jesus. O caminho é apertado e a porta é estreita. São poucos que passam por ela, pois o caminho largo que conduz à perdição está lotado de pessoas que confiam em si mesmas. Ainda assim, o acesso é para qualquer um, qualquer um mesmo, pois a única condição necessária da nossa parte é confiar em Jesus. Você confia? Confia mesmo? Então o céu é para você.

Leia também o post: Onde é o céu?

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