Jesus Foi Mesmo Carpinteiro?

Você sabia que a profissão de Jesus pode não ter sido apenas de carpinteiro? Tradicionalmente é o que se aceita. Mas os Evangelhos não mencionam diretamente que fosse essa sua profissão antes de seu ministério público como mestre itinerante. Há somente duas passagens (Mateus 13.55 e Marcos 6.3) que se referem (respectivamente) a José e a Jesus como carpinteiros.

Qual a razão de ser então desse questionamento? Se deve ao fato de a palavra empregada tanto por Mateus quanto por Marcos possuir um significado que vai além de somente carpinteiro. O termo é tekton [do qual também se origina nosso termo português arquiteto (arché + tekton)]. Esse termo pode englobar o significado de ‘carpinteiro’, embora designe um artífice de modo geral. Era comum essa palavra ser usada para designar os artífices que lidavam tanto com a carpintaria quanto com a construção (também metalurgia). Isso quer dizer que Jesus pode ter exercido a profissão que hoje comumente conhecemos como pedreiro.

Isso explicaria porque Jesus várias vezes usou a linguagem da construção para ministrar seu ensino (Mt. 7.9; 16.18, 23; 21.42, 44; 24.22; Mc. 12.10; 13.2; Lc. 12.18; 19.44; 20.17, 18; 21.6; Jo 1.42; 2.19). Jesus demonstrava familiaridade com elementos da construção civil, principalmente com pedra.

É assim que ele apelida um de seus primeiros seguidores, Simão, que foi chamado de “Cefas”, literalmente “pedra”. A identificação é perfeita, uma vez que Simão é descrito como uma pessoa que demonstra firmeza e força de espírito. É também sobre a confissão do próprio Pedro – “tu és o Cristo” – que Jesus diz a seus discípulos: “sobre esta pedra edificarei a minha igreja” (Mt. 16.18).

Tempos depois Simão Pedro interpreta a Escritura afirmando ser Jesus a Pedra Angular, isto é, a Pedra Fundamental anunciada pelas Escrituras. Jesus é a Pedra que os religiosos de Israel rejeitaram, isto é, lhes serviu de tropeço. Deus, porém, fez dessa Rocha o fundamento de nossa salvação (Atos 4.11, 12).

Afinal, é isso que realmente importa. Conquanto o Deus tenha vivido como um homem comum, isso nos ensina o quanto devemos viver de maneira humilde. Não há indignidade alguma em qualquer profissão honesta. Por outro lado, ele é o nosso Senhor, Deus e Salvador (Tito 2.13). Ele viveu uma vida perfeita para ser nosso perfeito Mediador: “Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus” (1 Tm. 2:5).

Independente de qual tenha sido sua anterior profissão, agora sabemos que ele arquitetou todo o cosmos e edificou uma cidade celestial para nos receber em sua morada transcendental. Isso ele fez com seu sangue, suor, lágrimas e súplicas enquanto suas mãos eram traspassadas. Bendito é o Senhor Jesus, nossa Rocha!

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