Como a Ordem das Bem-Aventuranças Mudaria Sua Vida?

Por Colin Smith

Todo mundo quer ser abençoado. Queremos ser abençoados em nossos relacionamentos, nossos negócios e nossas igrejas. Queremos ser abençoados na vida, na morte e na eternidade. O oposto de ser abençoado é ser amaldiçoado — e ninguém quer isso.

Ninguém sabe melhor do que Jesus onde encontrar benção, então, quando ele fala sobre benção nas bem-aventuranças (Mt 5.1-12), eu quero ouvir, e você também deveria.

Qual é a aparência de uma vida abençoada? Está em um casamento feliz? Crianças bem-dotadas? Boa saúde? Um trabalho gratificante? Estabilidade financeira? Oportunidades de viagem? Você poderia fazer acréscimos a esta lista de ricas bênçãos. Mas nenhuma está incluída na descrição do nosso Senhor.

Jesus não diz “Bem-aventurados os bem casados”, mas “Bem-aventurados os pobres de espírito”. Ele não diz “Bem-aventurados os que têm boa saúde”, mas “Bem-aventurados os que choram”. De acordo com Jesus, as maiores bênçãos não são encontradas onde normalmente olhamos, mas em lugares onde não somos inclinados a explorar.

Sete Anéis

Quando nosso Senhor diz aos discípulos a respeito de uma vida sob a bênção de Deus, ele não começa com uma aula sobre doutrina ou com um mandato para missão. Em vez disso, ele descreve uma pessoa pobre de espírito, alguém que chora pelos pecados, se submete humildemente a Deus e anseia crescer em justiça.

De acordo com Jesus, as maiores bênçãos não são encontradas onde normalmente olhamos, mas em lugares onde não estamos inclinados a explorar.

Mas as bem-aventuranças são contraintuitivas. Ser pobre significa que você não tem recursos. Ninguém quer isso. Mas Jesus fala de uma espécie de pobreza que o torna rico.

Prantear significa que você tem grande tristeza. Mas Jesus fala de uma espécie de pranto que leva à alegria.

Imagine uma série de sete anéis, cada um suspenso em uma corda de um teto alto. Em cada extremidade desses anéis, há uma plataforma alta. Seu objetivo é ir de uma plataforma para outra, balançando de um anel para outro.

O primeiro anel está ao seu alcance. Se você puxá-lo de volta e balançar, o seu impulso irá levá-lo ao alcance do segundo, e balançando-se sobre ele irá levá-lo ao alcance do terceiro, e assim por diante.

Pense nas bem-aventuranças como esses sete anéis. A única maneira de chegar ao quinto anel de perdão, ao sexto anel de pureza, e ao sétimo anel de paz é pelos anéis anteriores. O perdão, a pureza e a paz devem ser alcançados. E as bem-aventuranças nos mostram como.

Raízes… Brotos… Frutos

As três primeiras bem-aventuranças lidam com a nossa necessidade. Somos pobres de espírito (Mateus 5.3) porque não temos o que é preciso para viver como Deus ordena. Choramos (v. 4) porque nossos pecados são muitos. Nós nos tornamos mansos, em vez de obstinados e provocadores (v. 5), porque não podemos direcionar nossas vidas com sabedoria. Estas são as raízes de uma vida abençoada e piedosa.

Destas raízes vêm os rebentos da quarta beatitude — uma fome e sede de justiça (v. 6). Deus usa a raiz do senso de sua necessidade para produzir o rebento do anseio por justiça. Quando as raízes das três primeiras bem-aventuranças são nutridas, um desejo de justiça crescerá.

Continuando a metáfora, as raízes produzem rebentos e os brotos dão frutos. O primeiro fruto dessa vida abençoada e piedosa é misericórdia, ou perdão (v. 7), então pureza (v. 8) e paz (v. 9).

Nosso Senhor também nos deu uma oitava bem-aventurança: “Bem-aventurados os perseguidos” (v. 10). Os outros refletem o caráter que o povo de Deus deveria buscar; mas a perseguição é diferente. Embora não devamos buscá-la, ela nos perseguirá à medida que vivemos à luz dos versos anteriores.

A ordem das bem-aventuranças, então, mostra-nos como fazer progresso na vida cristã. Se você quer os frutos do perdão, da pureza e da paz em sua vida, comece com as raízes, tornando-se pobre de espírito, chorando pelos seus pecados e submetendo-se humildemente à vontade de Deus.

Bem-vindo ao Ginásio

Suponha que você esteja tentando ajudar um colega que deseja perdoar, mas sente que está além do alcance dele. Ela sabe que deveria perdoar, e admira aqueles que o fazem, mas ela está ferida. Suas feridas são profundas. As bem-aventuranças mostram como ela pode crescer em misericórdia e passar para o perdão.

Ou suponha que você esteja discipulando um amigo que luta com a impureza. Imagens que ele se arrepende de ver comprimem sua mente, despejando combustível nas chamas de seus desejos. Ele se sente preso e anseia por estar livre dessa prisão, mas não sabe como. As bem-aventuranças têm a resposta.

Se você se sentir preso em sua vida cristã e quiser avançar, as bem-aventuranças são para você. Se você está lutando com um pecado ou vício compulsivo e deseja ter maior força para lutar contra a tentação, as bem-aventuranças são para você. Se você está discipulando outros crentes e quer um plano de crescimento na vida cristã, as bem-aventuranças são para você.

Bem-vindo ao ginásio. Os anéis estão suspensos acima de você. Segure o primeiro e balance.

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Nota do editor: Este é um trecho adaptado do novo livro de Colin Smith, Momentum: Pursuing God’s Blessings Through the Beatitudes (Moody Publishers, 2015) (Momentum: Buscando as Bênçãos de Deus Através das Bem-Aventuranças).
O livro (em inglês) pode ser comprado aqui, na Amazon.com
Colin Smith (London School of Theology) é pastor sênior da Orchard Evangelical Free Church em Arlington Heights, Illinois, e um membro do Conselho do The Gospel Coalition. Ele é autor de vários livros, incluindo Momentum.Ele e sua esposa, Karen, têm dois filhos.
Nota do tradutor: Você pode copiar e repostar em seu blog, desde que dê as devidas referências de autoria e tradução e não altere o conteúdo. É preferível que copie e insira o link deste artigo no post.

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